Sinto no que chamo de corpo um gelo que dói, um conjunto de carne e ossos que não se dá com o sangue que tenta ao máximo aquecer-me. O coração não o bombeia mais, esforço em vão; nulo. Sinto a dor dos meus pensamentos atacando a fonte que comanda todos os movimentos e palavras. Sinto um vazio, uma ausência de mim enquanto que a raiva não acalma.
A aurora invade o quarto e inunda-o de luz e calor. Continuo gelado, continuo com dor, continuo vazio e odeio-te. Mas, acima de tudo, não sinto nada. O relógio toca para me levantar, continuo aqui perguntando-me, para quê ter-me deitado.
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