quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

... (275-203 a.C.)

- Um pouco da mesma desilusão mas de grau maior.

Era assim que te definiria neste momento. Neste momento em que só esperava olhar para ti e ver o brilho oculto que escondias de todos menos de mim, neste momento em que as minhas palavras me ferem mais que a ti. Não houve um único pensamento que me ocorresse que tivesse antecipação sobre este segundo. Parece que as palavras que te disse formaram um escudo e uma espada.

O escudo protege-te do que eu nunca irei usar, e a espada serve para me ferires ou marcares-me com uma nova cicatriz que irá sempre mostrar onde te encontras em mim. Demoraste para me atacar porque sabias que não podia prever o como transformas-te as minhas palavras. E é assim que te vejo agora. Um vencedor com o meu sangue nas suas mãos, rindo das minhas últimas palavras. Venceste. Não quero mais nada de ti.



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