segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

neverland;

A noite passada sonhei com a tua voz por cima do meu quarto. Guardei o sonho para mim, como um pequeno segredo que era só meu, para que ele se pudesse realizar. Tentei escutar-te. Não te ouvi, ou a tua voz não me alcançou e senti-me um pouco perdido, procurando um pedaço de mim que se tinha libertado. Esse pedaço ganhou asas e voou, seguiu o seu caminho por entre as nuvens e virando na segunda estrela à direita até ao amanhecer, encontrou o seu lugar. Percebi que não havia razões para me sentir perdido porque estaria sempre onde te encontrasses. Onde nunca nos perdêssemos, nunca a não ser na companhia um do outro e onde o tempo intemporalmente nosso inimigo perdurasse no mesmo segundo eterno. Estarei sempre aí, onde me procurares, onde me encontrares. E a verdade é que nem o menino que nunca cresceu soube ao certo onde era a sua Terra do Nunca, simplesmente encontrava o caminho; assim como eu o faço quando te encontro. Abundo de felicidade neste momento, e a razão é tão simples como o caminho para a terra das nossas perdições. Lembrei-me que nunca te deixei de ouvir e a tua voz está neste momento a contar-me as suas aventuras enquanto eu penso que não há qualquer Terra do Nunca que substitua o som do teu riso.

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