Os dias arrastam-me.
Vejo a vida pela janela, sem
vontade de ir ter com ela. Abraçando o calor da solidão e bebendo uma boa dose
de melancolia, sinto-me como que enrolado numa manta farfalhuda sem perceber
que o frio vem de dentro de mim.
Mas eu tento. Não consigo sorrir
como antes, mas, custosamente, continuo a tentar.
“Se continuas a tentar e nunca consegues, já é de ti.”, disseste-me
ainda ontem, sobre um outro assunto que não este.
Há em mim uma inação para a
felicidade e ainda não sei como a contornar.
Parado.
Mas estou a caminho….