O embate – a força com que me
atingiu – recordou-me o quão frio é o chão quando voltamos a ele. Subo e subo. Por
momentos, na ingenuidade do que sinto por ti e na manha das tuas palavras,
esqueço-me da realidade.
Não te conheço.
Por entre as tuas meias verdades,
perdi o meu rumo. Tentei alcançar-te mas tu insististe em escapar-me por entre
os dedos. Caio e caio. O chão está menos frio. As palavras que te entreguei
também estão aqui.
A culpa é minha, não é?