Isto moldou-me – não te ter. E eu
sempre te quis. Sempre. Com todas as minhas forças.
Já estive perto.
Passei por ti, uma e outra vez. Passei
e deixei-te ir. Estava cansado. Ainda estou.
No dia-a-dia da tua ausência,
respirar-te tornou-se custoso.
Ainda não te tenho. Nunca te terei.
Isto eu sei.
E na dor de não te ter, as forças
vão esmorecendo. Querer-te ainda é rotina. Fraca rotina.
Sou-me por não te ter – uma tamanha
ruína.