Pouco sabia eu.
Naquele dia – em que o sol
fustigava os meus ombros, em meados de Setembro – a minha vida iria imutar-se
irreparavelmente. Não antecipei, confesso, encontrar-te. Mas assim foi.
Não dei importância, a princípio.
No meio de todas as pessoas em meu redor, eras apenas mais alguém. Mais alguém,
pensei eu. E pouco sabia eu. No final daquele ano, já eu seria mais teu que
meu.
Mais teu. Menos meu.
Tem sido sempre assim, desde
então. Tudo em meu redor, tem a tua presença. Mesmo quando estás ao meu lado;
Mesmo quando não estás. E desde então não sei, ao certo, como agir quando te
encontro fora do meu alcance.
Todos os dias são uma batalha. Todos.
Mas há dias, dias como o de hoje, em que te sinto longe de mim. Como se fosses
inalcançável. E são dias como os de hoje, em que não consigo controlar a falta
que me fazes, que me fazem dar valor ao que encontrei quando te encontrei.
Pouco sabia eu. Naquele dia, sem
estar à espera, encontrei-te. E desde então, tudo está bem.
Mesmo quando dói. Mesmo quando
dói…