quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

atordoado


Antes de mais, nada devo acrescentar sobre o ar que roubaste de dentro de mim. Foi-se e nada restou. No entanto, sobre mim, que sem fôlego vivo a meio-gás, apraz-me dizer que a vida, embora sem sabor, não tem magoado. Tem sido. Na mesma maneira de sempre. Como um vácuo ao qual não consigo escapar ou sentir.
Tirando isso, tirando o facto da ausência de qualquer contentamento, tudo está bem.