Hoje
não senti a tua falta. Há muito tempo que não o faço. Por vezes tento. Forço
uma tristeza que tem culpa tua e fico calado. Calado porque falho.
Confesso
que gosto de me debruçar sobre o que partilhámos e sobre tudo o que vivemos.
Por vezes até adormeço aquecido pelo mesmo sol que nos queimou a pele há verões
atrás. Mas é só isso. Não restou nada.
E
eu disse que isto seria para sempre, lembras-te?