segunda-feira, 27 de março de 2017

make me better



Para onde foram os ecos do teu toque? Os meus dedos já não perfilham os milímetros de casca que protegia a tua fragilidade. Agora são apenas, existindo sem finalizar. Quantas vezes te pedi por um lugar em ti? Tu preferiste ver o nevoeiro de todas as pessoas que te sugavam – sempre. Era da doce vertigem do não sentir que tu gostavas.
Para onde foste? A voz que me agredia os sentidos foi-se para um local insonoro. Retiras de outros, dizendo o teu mistério a quem mantém a sorte ao seu colo.
E eu? Roubado de palavras e desprovido do resto, acabei por me tornar naquilo que tu tanto gostavas: nada. E nem assim te tive.