quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

111-219



E eis que através de todas as pessoas que se cruzam na rua e me batem no braço enquanto passam por mim, não te encontro. Não é novidade. Não há nada de novo a contar. Talvez seja idiota mas acredito sempre no melhor de ti. Aos meus olhos não tens defeitos mesmo que os tenhas. Falta-me a coragem. O que devo fazer? Faria tudo por ti quando sei que não é recíproco. Torna a frase “nós aceitamos o amor que achamos que merecemos” demasiado real, não achas? Porque me sujeito a isto? Porque dou o teu nome ao meu medo mais profundo? Se tenho uma memória tão cheia de falhas, porque não te esqueço por entre as suas ranhuras? Estão tantas pessoas em meu redor e só consigo ver a tua cara em todas elas. Como pode isso ser, se não sei de ti? Não deveria prestar atenção a outras coisas?
Tudo me falta, como costume. Não é novidade. Ainda estás ausente. E eu aqui. Sendo o triste que pede por migalhas, sobras de sentimentos, sujeitando-se ao que queres e repetindo tudo, uma e outra vez. Como posso ser assim tão patético?
Eu faria tudo por ti. E o pior é que o sabes.