quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

given up.



Hoje não és mais uma prioridade.

E eu nunca pensei escrever isto, sabes? Mas um dia acordei e tinha-me habituado à tua ausência. Eu tento, acredita, tento voltar atrás e fazer-te ser o que já foste. Mas a vida continua, não é? E para onde fomos? Não sei de ti. Não sei com quem estás ou por quem me substituis diariamente.

Parece-me sempre que não te importas. Dou por mim a arranjar desculpas para falar contigo e acabo sempre por ter pena de mim mesmo. Consegues lembrar-te do que éramos? Do que já fomos?  Sempre que olho para trás arrependo-me. Eu tento e tento. Embora não possa dizer que somos estranhos, custa-me ver que chegámos a isto.

Importas-te? A mim dói-me. Não sei o que fazer nem o que ser. Os dias vão continuando. O teu desinteresse vai-se mantendo. O meu esforço prossegue em vão. E o nosso compasso demorado segue em trajetórias diferentes.

Será tarde para voltar? Não consigo sem ti. Queima, rasga.

Eras tu. Eu não precisava de mais nada ou ninguém. O meu abraço tinha a tua forma. E agora?