sábado, 12 de setembro de 2015

limitless



As horas passam. Lembro-me de as sentir velozes sob nós. Eram escassas, sempre em contra-relógio. Nunca eram suficientes no seu egoísmo já característico. Mas agora teimam em abrandar. Tornaram-se infinitas. São dor, palavras não ditas, frases não ouvidas, momentos não partilhados e, acima de tudo, distância. São um abismo que cresce a cada segundo vagaroso que vinca no meu peito. Fazem troça de mim e do quanto arde não te ter na minha vida. Pensei que iríamos envelhecer juntos mas estava errado. Parece que a única certeza é mesmo o silêncio que as horas trazem enquanto não sei de ti.
Até ao fim do tempo, disseste-me tu. Lembras-te? Afinal parece que ficámos sem tempo…