Os
dias vão passando sem que me dê conta. O sol marca a minha pele e o cabelo fica
mais claro. Ainda não tenho nada. Vivo de dias ocos e de horas vazias. Tirando
os minutos de prazer que me dão, tudo é um espaço que não consigo preencher.
Acabo por coleccionar chupões no pescoço e arranhões nas costas mas pouco mais.
Não há excitação, felicidade ou ambição. Falta sempre qualquer coisa – falta-me
tudo. Dói. E os dias vão passando...