Finjo
sempre que não existes. Evito ao máximo falar de ti e se o faço é de forma
passageira. Não é por mal – não quero que penses que tenho vergonha, – mas é
que ninguém me disse que seria assim. Quando ouvi falar disto nunca esperei que
fosse tão difícil. Quilómetros e quilómetros de dificuldade.
Prefiro
então engolir tudo isto e não te mencionar sequer. Custa menos. Custa muito
menos que ter de admitir as saudades que tenho tuas. E só assim fecho os olhos
aos quão distantes estamos e às tuas fracas tentativas de me aproximar de
ti.