São
duras as palavras que não me dizes. São como pedras que insistes em atirar-me à
cara. Escondes e mentes-me. Ages como se eu fosse julgar as tuas acções. Eu! Eu que te
apoiei em todos os momentos desde que te conheço, mesmo aqueles que não
compreendi. Eu que te aconselhei em situações sobre as quais ninguém mais
sabia.
Porque
és assim? Achas-me assim tão fraco de espírito ao ponto de não saber guardar um
segredo? Só existo para te animar quando precisas ou para quando não tens mais
ninguém a quem ligar?
Onde
está essa confiança de que falas? Não a vejo em lado nenhum. Só a vejo da minha
parte. Tu perguntas, eu digo. Eu pergunto, tu mentes.