segunda-feira, 13 de outubro de 2014

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            Muito se passou. Ainda ontem nos chamavam de gémeos siameses. Lembraste disso? Após uns meros dois meses já nos chamavam assim. Parece que foi ontem, não? Mas agora que esse ontem passou a três anos, acredito que realmente existe uma ponta de verdade nessa gracinha. Olha bem agora para nós. Somos uma espécie de mente que habita em dois corpos separados. As nossas parecenças são muitas apesar das abismais diferenças. Um pouco como o Yin e o Yang. Algo que se completa sem pressionar ou forçar – algo que acontece.

          Não sei como aconteceu. Não acredito no destino ou em coincidências. Não acho que algo esteja escrito ou determinado a acontecer. O que eu sei é que olhando para trás não conseguiria repetir os meus passos sem te ter ao meu lado. Mostraste-me que um verdadeiro amigo vale mais que uma dezena de familiares. Talvez seja por isso que te veja como um irmão. Não como um amigo a quem utilizamos o termo levemente mas no verdadeiro sentido da palavra. És literalmente como um irmão mais novo para mim. E não sei como isto aconteceu.

           Hoje é o teu dia. Gostava de puder partilhá-lo contigo e dar-te um abraço mas não nos é possível. Espero então que consideres o significado destas palavras ocas e as vejas como o forte abraço que não te posso dar. Confio que nestas também vejas espelhada toda a tua força sobre-humana e que entendas o quão orgulho tenho em ti por sempre lutares mesmo quando te sentes a fraquejar – essa é a verdadeira força e é essa força que espero um dia ter.

            Tudo o que um dia espero ser, está em ti.

            Obrigado por trazeres ao de cima o melhor de mim, mesmo quando eu não o quero. Obrigado por conheceres as piores partes de mim e mesmo assim ficares ao meu lado. E obrigado por teres aparecido, mesmo que ainda não sabendo como, na minha vida e melhorá-la consideravelmente.

            Espero um dia conseguir retribuir tudo o que fazes por mim.