Esqueço-me
quem sou. Bebo mais um copo e quase que te afogo. Penso para comigo que está
quase mas até a mim mesmo eu minto – estás sempre presente. Quando chego a casa
tudo se repete. Encontro-te e digo palavras que nunca diria estando sóbrio.
Algo se passa comigo. Ainda não sei o quê mas sei que dói. Por muito que tente
não consigo e dói. A magia que submetes sob mim é obscura. Eu fico sem saber o
que fazer, como um fantoche esperando indicações. Sem rumo. Se soubesses o
quanto eu sinto a tua falta nunca tinhas aparecido na minha vida. Vou bebendo
mais um copo e quase que te afogo – quase – sem perceber que quem se vai
afogando sou eu…