quarta-feira, 27 de agosto de 2014

bang



                Esqueço-me quem sou. Bebo mais um copo e quase que te afogo. Penso para comigo que está quase mas até a mim mesmo eu minto – estás sempre presente. Quando chego a casa tudo se repete. Encontro-te e digo palavras que nunca diria estando sóbrio. Algo se passa comigo. Ainda não sei o quê mas sei que dói. Por muito que tente não consigo e dói. A magia que submetes sob mim é obscura. Eu fico sem saber o que fazer, como um fantoche esperando indicações. Sem rumo. Se soubesses o quanto eu sinto a tua falta nunca tinhas aparecido na minha vida. Vou bebendo mais um copo e quase que te afogo – quase – sem perceber que quem se vai afogando sou eu…