Não
sei como te substituir. Bebi muito sem perceber que nada tem o teu sabor. Fumei
só para aprender que o fumo é teu igual. Experimentei outras pessoas e
recordei, sem querer, o teu toque. Nada resulta. A tua ausência é tão forte.
Tão forte que mal consigo aguentar os dias que passam e quase que não consigo
fingir que não estou a cair aos pedaços. Nem sei como mas crio forças para
continuar a tentar substituir-te. E – enquanto bebo, fumo, toco em outras
pessoas que não tu e finjo que nada me incomoda – só espero que aquele não
tenha sido o último sorriso que vi teu.