quarta-feira, 13 de agosto de 2014

ghost waves



                Em ondas. Sempre. O tempo passa e quando menos espero sinto o embate tão forte como antes. De vez em vez deterioras a matéria rochosa com que me tento proteger e não sei como te parar. Neste meu outro ciclo vicioso procuro o teu embate porque a dor é algo que sempre me agradou. As tuas ondas são sempre as mais imponentes e o embate prolonga-se para além do meu autodomínio. Ainda não sei se a matéria rochosa vai aguentar, não sei, mas sei que as ondas são constantes. Demore o que demorar, voltam sempre. E isso é uma dor prazerosa – como voltar a casa.