Não
sei o que de mim é quando estou sob o peso da tua dor. Tu – que com toda a
força do mundo te tornaste um pilar do meu – enfrentas vendavais que não
consigo conter. Nunca espero tal. Vejo-te sempre ígneo e inalcançável.
Esqueço-me que és humano. E pior esqueço-me que contra a minha vontade também o
sou. Digo para mim mesmo que é algo fugaz. Repito-o num ciclo vicioso até
acreditar em tais palavras. Mas quando a ténue vontade não se concretiza e
sinto as mãos atadas atrás das costas, espero que vejas o que se encontra
implícito nas minhas cruas palavras.
Espelhas
a força perene que está em ti. Nunca ninguém terá a tua força. És de ferro e
aço. E mesmo que fraquejes a minha intenção é a de que abras os olhos a essa
verdade. O peso do mundo não é teu para açambarcar e confio que não tenhas
qualquer receio de pedir ajuda para o suportar. Não duvides quando digo que
esgotarei todas as minhas forças para te ajudar.
Só
espero que todos os dias da tua vida tenham o mesmo brilho que tu. Estarei
sempre aqui – ao teu lado – mesmo que a quilómetros incalculáveis de distância.
Até ao tempo em que o tempo tenha plissado os nossos rostos.