Eu
sinto tão pouco e tão pouca coisa que tendo a repetir o que sinto. É uma cópia
de uma cópia. Sinto mais do mesmo por pessoas diferentes em dias diferentes.
Esta minha memória quase fotográfica torna o pouco que sinto num ciclo de
emoções. Reconheço o que sinto como um antigo amigo ou inimigo. Não sei mais a
novidade febril de um sentimento. Mas pior que repetir o sentimento é repetir a
dor toda de novo deixando de parte as coisas boas, como se não as reconhecesse. E é tão triste que assim seja.