sexta-feira, 4 de outubro de 2013

disgust.



                São só palavras, digo para mim mesmo. São só palavras carregadas de acusações e de desapontamento. Não me podem afectar, não me conseguem atingir. Mas essas palavras são acompanhadas por olhares molhados de repulsa. Cospem a dor na minha cara e não temem. Eu ouço-as com atenção, nunca antes pensei que as pudesse ouvir, e enquanto dentro da minha cabeça o eco da sua simplicidade grita eu tento ofuscar a pergunta que ressalta no meio destas: porquê que sinto uma dor dilacerante dentro de mim se estas não me conseguem afectar; não me conseguem atingir?
                Esqueço-me sempre que as palavras formam frases e as frases cortam que nem faca. Especialmente quando são atiradas da tua boca.