Não
sei quem se apodera de mim quando me deixo ficar assim. Na minha cabeça ouço
palavras que não costumam ser minhas mas que dizem coisas assustadoramente
reais. Fico com medo do que me posso ouvir dizer. Fico perdido numa dor que
evitei durante tanto tempo e não consigo encontrar a saída. Os ponteiros do
relógio passam e eu fico paralisado neste sítio, abraçando-o como a minha nova
casa.