segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

impressão digital.

Marcas de formas características de si, que mesmo quase transparentes têm o seu papel. Linhas que no seu conjunto, demonstram na orla da minha mão quem sou e distinguem-me de ti ou de outra pessoa qualquer. (apesar de tudo.)

O destino tenta com toda a força apagar o que me distingue, as minhas mãos sangram por cada linha que se apaga e consequentemente, me apaga. Não é certo o porquê da sua extinção, mas sei que cada vez que pego no lápis e sujo este caderno com o meu sangue, deixa de existir mais um pouco de mim. Sei e continuo. Quem sabe se assim te/me apago, ou sangro-te completamente de mim.

És a marca que faz toda a diferença e a marca que faz (fez) de mim o que sou hoje e por agora vou escrevendo na ânsia de te apagar como se apagou o que eu não queria. És a marca que não pedi ter, que tive sem perceber. És uma marca, apenas.