Há sempre algo que me falta.
Não sei bem como o descrever –
uma persistente ânsia, um furo no estômago, um formigueiro qualquer – no
entanto, é-me familiar. Nas minhas veias, circulando dentro de mim,
retraindo um todo algo que me preencha.
Não sei como prosseguir.
Nada me seduz. Que extrema falta de propósito. Uma firme luta entre o
ser e o não saber o que ser. Deixo-me ficar. Vejo os dias galoparem por
mim sem nada me dizerem. No que me tornei? Existo a meio gás.
Não sei ser feliz.