terça-feira, 3 de março de 2015

és a minha casa



Chamaste-me casa e eu senti que finalmente podia arrancar aquela última pétala que guardei durante tanto tempo. Arranquei-a e agora não há volta a dar, não é?

Onde estás? Não tens dormido em casa e sei que odeias dormir sozinha.

Ao menos fico a saber que estás bem, não é? Disseste-me tantas vezes que eu era o teu mapa que se estivesses perdida tinhas-me procurado para te encontrar. E isso deixa-me feliz, deixa mesmo, mas não chega.

Não posso confiar cegamente na nossa história, não dá. Os nossos erros superam a nossa inevitável gravidade. E se nunca mais nos encontrarmos? E se ficou por aqui? Sabes o quanto me dói? Sabes o quando eu tenho saudades tuas? Vem para casa. Já passou muito tempo e sinto a tua falta.

Mas palavras são só isto. Não significam nada. E talvez tenha sido tudo da boca para fora…