Chamaste-me
casa e eu senti que finalmente podia arrancar aquela última pétala que guardei
durante tanto tempo. Arranquei-a e agora não há volta a dar, não é?
Onde
estás? Não tens dormido em casa e sei que odeias dormir sozinha.
Ao
menos fico a saber que estás bem, não é? Disseste-me tantas vezes que eu era o
teu mapa que se estivesses perdida tinhas-me procurado para te encontrar. E isso
deixa-me feliz, deixa mesmo, mas não chega.
Não
posso confiar cegamente na nossa história, não dá. Os nossos erros superam a
nossa inevitável gravidade. E se nunca mais nos encontrarmos? E se ficou por
aqui? Sabes o quanto me dói? Sabes o quando eu tenho saudades tuas? Vem para
casa. Já passou muito tempo e sinto a tua falta.
Mas
palavras são só isto. Não significam nada. E talvez tenha sido tudo da boca
para fora…