segunda-feira, 29 de setembro de 2014

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                Cada dia é um passo. E cada passo leva-te para longe de mim. Já nem te consigo ver. Percebes agora porque quero que o tempo volte atrás?

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

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                Os meus pés sempre estiveram bem assentes no chão. Isto é, até que tu surgiste na minha vida. Desde então, quando se trata de ti, eu elevo as expectativas ao teu nível. E tu sem saberes e sem fazeres por mal, deixas uma sensação de que soube a pouco. A culpa é minha, naturalmente, por continuar a tornar excepção quem sempre me coloca em segundo plano.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

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                Eu dizia-te – sem falar para que não me ouvisses – que eramos aquilo e pouco mais. Eu não sabia como te ter. Tinha-te a pouco e pouco. Ali na minha cama, nus sobre os lençóis suados, prendendo sentimentos nas paredes pintadas de branco. Eu não te fazia bem e tu não me eras suficiente. Quando os teus braços me alcançavam e os teus lábios diziam as boas noites nos meus, eu perguntava-me sempre por quanto mais tempo irias ficar. Na madrugada tardia, quando te via sair do quarto, arrependia-me. Tentava apagar o teu cheiro do meu corpo para não te recordar mas falhava. Querendo ou não, tu começavas a mudar-me. Comecei a suspeitar, sem nunca te dizer, que aquele “aquilo e pouco mais” era até demais. E que entre as idas e vindas, as minhas fugas e os meus regressos, eu preferia ficar.
              Nunca te disse. E sabes porquê? Porque eu não te fazia bem e tu não me eras suficiente. Eu sabia que a imagem que tinha de ti não espelhava a realidade. A calma que transmitias quando adormecias com a cabeça no meu peito era cansaço e repouso. Só. Eu não sabia como te ter. Tu revelavas o pior de mim e eu fracassava em mostrar o melhor de ti. E de propósito esqueci-me de te dizer que entre o ir e vir, eu tinha escolhido ficar.
            O nosso orgulho fingiu até ao fim. E este foi o resultado um quase-amor que cicatrizou tão cruelmente a alma que partilhamos. Agora é tarde.