segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

what now? (part II)



                Nunca estou satisfeito. E se ainda ontem disse que era teu, hoje já não sei se isso é inteiramente verdade. O prazer fala alto. O prazer momentâneo que me é oferecido é uma tentação que custa a evitar. Se me perguntasses teria que te dizer a verdade – teria que te dizer que já usei a cama e os sofás sem ser contigo, que não foste a única que entrou na banheira comigo e que não foste a primeira a provar o meu sabor dentro do elevador do prédio. Mas de que adiantaria perguntar? Nada. Garanto-te, no entanto, que apesar de tudo o que acontece na tua ausência, és a última pessoa em quem penso antes de adormecer. E acho que isso já diz tudo. (ou assim espero…)    

domingo, 8 de dezembro de 2013

what now?



            Só ontem me dei conta – não sei ser de outra pessoa senão teu. Tu não o sabes porque eu não to disse mas é a verdade. Tudo parece mudar menos nós. E se o fizermos, mudamos em conjunto como um todo. E isso é-me difícil de compreender. Já estive com muitas pessoas desde que nos apercebemos que isto – este ciclo – não tem fim mas lá no fundo é como se te sentisse em vez delas.
O teu toque quase que ganha vida na mão de outras que não tu. O teu cheiro é quase real. E quase que encontro o teu sabor. Desculpa, eu bem sei que isto não te agrada mas eu não sei como reagir. Não sei como agarrar todo este sentimento e funciono desta forma. Deixo-o caído por aí até que alguém o apanha por ti. Não sei até que ponto uso a pessoa até me aperceber que isso não me irá satisfazer durante muito tempo. Mesmo assim vou usando e abusando, sem qualquer sentimento de culpa, inventando desculpas para o tornar aceitável. Recrio momentos que tive contigo mas não és tu.
Lembraste quando me disseste que gostavas o suficiente por nós os dois? Não o usei como desculpa para fazer o que me apetecesse, não, mas nesse momento entendi que eras minha. Fizesse o que fizesse. Estando com quem estivesse. Tu irias sempre esperar porque sabias que eu iria voltar. Mas ontem, só ontem é que eu me dei conta – eu também sou teu. E agora como é que resolvo isto?

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

diasassim



                Há dias em que não sei acordar. Abro os olhos e quero automaticamente fechá-los para impedir que a dor escorra. Mas eu levanto-me. Reúno todas as minhas forças e levanto-me. Não sei porque o faço, muito sinceramente. Sinto-me sozinho. Pensar dói. Agonio por dentro. Finjo que estou bem. E repito tudo novamente. Viver é isto?