quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

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Sinto-me sempre como se precisasse de me agarrar a uma manta, isolado numa cabana qualquer, olhando pela janela enquanto o gelo cai na rua e embranquece o chão. Fica sempre tanto frio neste velho dia. Fica um gelo estranho dentro de mim mesmo quando o sol abrasador queima a pele. Em que se tornaram as promessas se não nisto? Um frio incomum que avelhenta a olhos vistos e secos?! Pela janela vejo o vento remexer a estranha neve que não existe e que levanta fantasmas de ti, cobertos de desapontamento. E fico vazio. Não existe pedaço algum que aclame o teu nome, não existe voz que pergunte a razão de fugires, não existe coração para que me importe. Adormecidas, as lembranças já nem sonham a tua face enquanto as vejo fechadas naquele baú poeirento. Os papéis acabaram por não passar disso e as letras inquietas sucumbiram-se à humidade servindo apenas para atear um fogo que de pouco cuida. Tornou-se estranho. Sentes isso, não sentes? Agora é tarde de mais e quando me falam de ti não existe mais nada a escavar em mim. - 2012

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013



Meredith: There's a reason I said I'd be happy alone. It wasn't 'cause I thought I'd be happy alone. It was because I thought if I loved someone and then it fell apart, I might not make it. It's easier to be alone, because what if you learn that you need love and you don't have it? What if you like it and lean on it? What if you shape your life around it and then it falls apart? Can you even survive that kind of pain? Losing love is like organ damage. It's like dying. The only difference is death ends. This? It could go on forever. 

Grey's Anatomy, s07e22 - Unaccompanied Minor

sábado, 12 de janeiro de 2013

versão 1

Quando apareceste na minha vida foste uma novidade. Nunca antes tinha conhecido alguém como tu que me mostrasse a vida da mesma forma estranha e concentrada que a vias. Ensinaste-me toda a intensidade do que sentias e quiseste-me sentir também. Já nem sei em que momento exato me partiste ao meio mas consigo entender o porquê. Levei tanto tempo a deixar-te crescer dentro de mim e a habituar-me à tua forma imensa de querer a tua justa parte de mim que quando finalmente o consegui era tarde de mais. Agora eu percebo o que és e sei que o fizeste por acaso, mas o mal está feito. Não sei como confiar em mais alguém. Aliás, como poderia? Nada dura. Mas se apostasse na eternidade, o meu dinheiro estaria em ti e no quão sem cura me deixaste… - 03.12

terça-feira, 8 de janeiro de 2013


A mentira tem perna curta e joelhos lesados.