E agora que a tua presença nunca mais será uma constante na minha vida, não sei o que ser ou sentir. Em teu lugar surgiu-me um nó na garganta que pouco consigo reconhecer. Por ti ouço chorar. E sei que sabes que se te trouxesse de volta choraria o mundo. Mas não. Eu sou seco e sou-o assim, ainda mais, sem ti. Nunca te ouvirei na inquietude das perguntas que apenas tu fazias, tocando e dando vida a tudo o que me rodeava. Foste. Não voltas. Deixaste tanto para contar. Tanto que sem ti me parece pouco. Foste-te de vez. Sossegado dormes num qualquer sítio qualquer…
Adeus. Esta noite o céu recebeu uma das suas estrelas mais brilhantes. E no meu sorriso vai sempre estar o teu. No meu peito estará sempre o mundo de recordações que recordarei de ti, tudo o que me deixaste. Apagarei a imagem fraca que tomou o teu corpo nos últimos tempos e guardarei de ti o melhor, o infinito de ti. Não saberei o que vi quando não te vi e em mim surgirás brilhante no brilho só teu e que sempre te protegerá. Nunca te perderei, nunca te esquecerei. Obrigado por tudo. Obrigado, meu avô. Até sempre.
