segunda-feira, 30 de maio de 2011

yourperfectsmile

Todos os dias eu vejo o teu sorriso, mascarado e marcado na cara de outras pessoas. Todos os dias. E todos os dias eu deixo-me morrer um pouquinho mais por não saber como deixar de fixá-lo, nem que seja por um segundo…

domingo, 29 de maio de 2011

onde?

Foi quando me encontrei no meio da rua, não sabendo para onde ir, que notei que nem me lembrava de ter saído de casa. E enquanto andava pelas ruas, deambulando pela cidade, pensei em dirigir-me a ti – a minha verdadeira casa. Mas, por saber que já não me poderias ajudar, contornei-te e fechei os olhos ao mundo para não te encontrar. Segui sem trajectória ouvindo o escorrer das minhas lágrimas e o silêncio de uma música que me adormecia os sentidos. Em cada passo imaginei uma palavra tua, daquelas que me dizias antes, e só isso aliviou a minha alma partida em demasiados pedaços. Dei a mão ao vento e deixei que me levasse. Ainda hoje não sei aonde fui…

terça-feira, 24 de maio de 2011

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Não tenho mais nada para te dizer. Ou melhor, ter até tenho, mas estou cansado. E é engraçado, não é? Como antes tudo o que eu queria era falar contigo e agora nem consigo criar forças para imaginar que um dia iremos conversar como antigamente. - 26 de Janeiro de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

و

(...) Trazia com ele um afecto maior que as palavras, calcado no seu aspecto brilhante e frio. Quando desapareceste ele tornou-se na prova viva da tua existência, muito mais que algumas fotografias ou mensagens escritas. Mas um dia deixei de o usar e nunca mais soube de ti. Ainda te vi, passei por ti e cumprimentei-te mas não eras tu. Raras eram as vezes em que te encontrava. Guardei (...) a sete chaves como o segredo terrível que era, envergonhei-me por esconder algo teu e senti tudo o que tinha a sentir. E desde então nunca mais soube o que sentir em relação a ti ou a tudo o que restou (- nada).

terça-feira, 17 de maio de 2011

we were (so) young

Não deixei que fosses, não desfoquei de ti – absorvi-te.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

remember? :)

Uma concha vazia, uma concha partida que perdeu tudo o que tinha dentro de si – foi no que te tornaste. E não te censuro. Pouco tinhas para perder, era só uma questão de tempo. Mal te começasses a deixar ir pelos sorrisos fictícios e palavras ocas, todas essas palavras que te sussurram ao ouvido, irias perder a tua quebradiça essência. Desculpa-me. Consigo ver os teus olhos perguntando-me o porquê de não te ter ajudado e, sem mais palavras, sorrio. A minha alma é um sítio muito negro e, embora tu sejas o meu pôr-do-sol, fugindo de noite só para relembrar o quão dolorosa é a tua manhã, não quis aguentar mais a tua viciante fragilidade. Entreguei as minhas algemas a outra pessoa e vi-te cair mais fundo. Que irónico. Lembraste de quando te prometi que iria estar a teu lado, sempre?