M.S.; 28 de Outubro de 2010
sábado, 30 de outubro de 2010
Ausente. (Parte 3)
terça-feira, 19 de outubro de 2010
ssiv
Ainda ontem te vi partir pela primeira vez. Dentro da tua pequena mala levaste tudo o que era meu, guardado a sete chaves, perdido nos inúmeros objectos que construíam a tua vida. Sorriste para mim, de forma afectada, de lágrima ao canto do olho e disseste “Vou ter saudades tuas.”. Soube nesse instante que nada seria igual. Tudo o que conheci afundou-se com o meu espírito. Esperei e desesperei para que voltasses do teu novo mundo - esse sítio onde o tempo não existia - mas apesar de o tempo existir em dobro sem ti, tu voltaste. Percebi nessa altura que bastava uma pessoa, desde que fosse a certa, para fazer o Sol brilhar novamente. Hoje vemo-nos longe um do outro, mais uma vez. Separados por quilómetros de pegadas que nos levaram para outras distâncias, em caminhos que já percorremos antes, sem notarmos no que ficou. Habituámo-nos a esta ausência e aprendemos a aproveitar todos os segundos que partilhamos juntos. A distância deixou de quebrar as nossas asas e fomos capazes de voar um até ao outro. Mas, hoje, tu estás demasiado longe e inalcançável, e eu só preciso de ti. De sentir a tua mão na minha face enquanto me dizes que está tudo bem… Nunca soube o que escrever sem ti, e hoje foi mais um desses dias.
sábado, 16 de outubro de 2010
costas voltadas
No meu quarto, em Faro, estão algumas fotografias das pessoas mais importantes da minha vida. Tu apareces em duas mas em ambas, estás de costas voltadas. O que diz isso de ti? - 12 de Outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
mobília
São 17:18. Ouço a música a tocar, embalando-me pelas teclas do portátil, enchendo-me de sentimentos que não gosto de sentir, soltando palavras que não gosto de escrever e que libertam memórias que me fazem doer o estômago e o espírito. O sol entra pelas frechas da persiana e bate-me na cara, o vento entra pela janela e leva a mim o cheiro a coco que inunda o oxigénio do quarto. Recordo tardes em que tudo estava exactamente igual embora em locais diferentes. Em que tudo o que era partilhado era sentido e aquecido pelo sol de tardes como esta. Tudo no ar me é familiar. A luz, os sons, o cheiro, as cores, … e até os móveis. Os móveis que estão nestas quatro paredes estão dispostos da mesma forma que os móveis do teu quarto e só agora me dei conta disso. Sorrio ironicamente, lançando pragas ao destino, tentando ignorar o desconforto deste pequeno detalhe. São 17:29 e apesar de estar aqui há três semanas, três longas semanas em que nem assaltaste o meu pensamento, foram precisos apenas onze minutos para me relembrares que ainda consegues abrir o meu peito e levar contigo o meu coração.
M.S.
domingo, 3 de outubro de 2010
Regressar.
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