domingo, 28 de fevereiro de 2010

Se a carapuça serve...

Em cantos distintos nos vi. Separados por toda a imensidão de nada que existe em ti. É hora de ficares onde estás e me deixares partir para bem longe. Não me arrastes mais nessa tua brava corrente que me cansa o espírito e me suga a alma. Não sentirei a tua falta... E é essa a verdade.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Pesadelo,

Tenho medo de ti. Dos sonhos que, ultimamente, me atacam (e eu sonho contigo demasiadas vezes para saber o quanto dói). Ultimamente, sonhar contigo tem doído como nunca. De uma forma que arranca qualquer vontade que ainda exista em mim. E isso assusta-me. Tu assustas-me. Dizes palavras que eu tanto quero ouvir e desapareces de seguida. Deixas-me abandonado, a tremer, a soluçar. Deixas-me com medo de não regressar a ti nunca mais. Deixas-me com dúvidas e incertezas. Já nem sei se te quero encontrar nos meus sonhos ou se o aguento, e isso é a minha forma de te mostrar o quanto estou fraco. Não consigo sobreviver a mais uma desilusão de não te encontrar...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

iludir-te

As palavras que escrevo para ti são mentiras danificadas pelo passar do tempo. São rascunhos num papel rasgado que me esqueci de deitar fora. São mentiras; globais, integrais, totais. São tudo aquilo que ouvi de ti. Enganos do que quiseste que fosse. Acima de tudo as minhas palavras são o que és. Um vertiginoso ciclo vicioso de inúmeras palavras que prendem e não deixam ir. Se tudo o que és ainda me consegue mentir, suplico-te: deixa-me ir para que eu fique, porque, afinal, eu também sei mentir… e (muito) bem.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

(...) Mas se achas que eu sou culpado por sentir
Culpas-me de haver algo entre nós...


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Somethings are more precious because they don't last. - Dorian Gray

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

compasso.

Ouço-te enquanto sobes as escadas e entras pelo meu quarto. Não bates à porta. Sussurras-me ao ouvido e levas-me contigo. Eu vou, sem qualquer pergunta, e nem sei quem tu és. Não sei como me encontraste mas não quero saber. Entro no teu carro e deixo que me leves, não te pergunto para onde vamos. Confio em ti. As sombras passam rápidas pela estrada gelada e o motor do carro fala por nós; acelerado. Finalmente, o carro começa a abrandar até que pára por completo. Está frio. Tenho sono. Não sei de onde vim. Não sei onde estou. Também não sei quem tu és, mas que importa? Ainda consegues determinar a minha frequência cardíaca e isso chega-me para ficar ali contigo. No silêncio de nós.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

CARNAVAL! (a)


Os protagonistas da série de prestígio da SIC, Lua Vermelha!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

cold, so cold.

(…) O seu aspecto mudou imenso, o seu carácter muito mais e a pessoa que é, necessariamente, obrigada a viver na sua companhia, só manterá o seu afecto, doravante, pela recordação do que ela em tempos foi, por pura humanidade e por sentido do dever!

O Monte Dos Vendavais

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Oxalá

Oxalá o nevoeiro raso que se enraizou nas paredes do tempo te traga a mim. Que a muralha de pedra dura caia um milhão de vezes para que consigas sempre escapar ao teu cruel destino. Os teus pés correm, fortes, indiferentes nas vertentes da mágoa que me enche o peito. As luzes que te iluminam transformam-me em sombra. Não olhas mais. Oxalá a tua força dure e me obrigues a ficar contigo nesta multidão onde não me esperas encontrar; porque eu corro, forte, indiferente nas vertentes da mágoa que te enchem o peito. A melodia que tocas perdeu-se nos ecos que os meus passos te oferecem ao fugir de ti. Oxalá os ouças.

M.S.;7 de Fevereiro de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Tentei encontrar algo que ardesse mais que a tua presença em mim. Tentei até, com enorme sacrifício, incendiar-te. Sim, é verdade, preferi queimar-me a sentir-te; supus que nada poderia ser pior do que a dor habitual. Não me enganei, foi uma espécie de dor gémea. Tranquilo, como se já soubesse, vi que não tinhas desaparecido. Dentro de mim remoías de admiração. Repisavas o facto de existires, insinuando que merecias ali estar. Mas eu, não entendi nem entendo a tua admiração. Se este é o mundo que tu me dás, prefiro ir para o Inferno… Não entendes?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

olhares.

Sinto um nó na garganta. Olho em redor e vejo-te nas fotografias que estão espalhadas pelo chão. Em todas elas. Vejo-te em cada gesto peculiar e em cada palavra que saiu da boca de alguém. Vejo-te mesmo que não sejas tu. Pego numa dessas fotografias ao acaso e olho para a tua imagem. O nó que me prende a garganta aumenta instantaneamente e liberta um burburinho no meu estômago. Foste tu que mudaste a minha vida, sabias? E eu sinto. Sinto o bater do teu coração e a tua leve respiração a despertar-me deste sonho, mas não quero acordar. Sinto muito; sinto muita coisa. O teu olhar, o sorriso rasgado que os teus olhos sempre me lançavam… É desse sorriso que sinto falta, não é de ti. Sinto falta do que éramos. E nós éramos tanto

M.S.; 23 de Janeiro de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

4 pontos

Primeiro; pedes a minha ausência implorando-me que fique contigo e quando me distancio de ti tu esqueceste de como viver. Que queres de mim afinal? Chamar-me egoísta porque fiz o que me pediste?
Segundo
; não fazes ideia do que queres e apontas-me o dedo como se te ajudasse a sobreviver mais um dia. Não te fiz uma única promessa (e Deus sabe que cumpro as promessas que faço) por isso bem que podes partir esse dedo que apontas para mim e tentar adivinhar se tive pena de ti.

Terceiro; aqui vai uma pequena pista: não é a mim que queres. Espero que consigas usar esse cérebro que tanto vagueia pela fantasia e entendas que nem todos os meus actos são propositadamente para te atingir.
Quarto; Sim! Sou muito mais feliz assim.


2009

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Às vezes.

Às vezes, sem que repare, ouço a tua voz a chamar por mim. Sinto a tua mão a tocar na minha e o teu calor sobre o meu ombro. Às vezes, apesar de conhecer a realidade, imagino que ainda estás comigo. Imagino-me no lugar das pessoas que agora estão ao teu lado e converso contigo. E então, eu paro para pensar e dói. Sinto as tuas lágrimas arderem-me na cara e relembro o quanto desejei que fosse eu a suportar a tua dor. Relembro o soco no estômago que era ouvir-te chorar e implorar silenciosamente que parasses. Às vezes sinto-te chorar. E às vezes ainda desejo que seja eu e não tu; mas são nessas alturas em que te ouço dizer, Não quero que estejas mal senão eu também fico., e sorrio. E, como é irónico, às vezes, depois de tudo, ainda me consegues fazer sorrir.

M.S.;3 de Fevereiro de 2010

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

- Quem disse que estragaríamos tudo?
- Íamos estragar - disse Emily. - Aconteçe.
- Não percebes? - disse Chris, tentando impedir que as lágrimas se reflectissem na voz. - Não percebes o que me estás a fazer?
- Não te estou a fazer nada - respondeu Emily numa voz suave. - Estou a fazê-lo por mim.
Chris ficou a olhar para ela.
- Qual é a diferença? - disse ele.

Jodi Picoult, O Pacto

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Suave, suave veneno



Quis tanto que tivesse sido diferente. Que o meu mundo não tivesse ficado tão enraizado nas tuas vontades infantis. Que, embora de uma forma desequilibrada, a minha liberdade não te envolve-se na totalidade e não dependem-se de ti. Ou que, no mínimo, me desses um pouco desse ar puro que tão orgulhosamente circula nos teus pulmões fazendo inveja à imundice que agora respiro. Nada foi como eu quis, e ainda és o líquido que me beija os lábios e me queima a garganta. E vais-me roubando a vida; segundo a segundo.

M.S.