(Todas as palavras que irei escrever são fruto do desprezo que sinto neste momento. Sei que te vou magoar (ainda mais) mas não tenho pena de ti e por isso peço desculpa. Sei que é um defeito meu mas não o consigo contrariar.)
“Diz alguma coisa.” – Aqui vai:
Não me deves nada porque nunca te pedi algo que fosse, no entanto espero que a culpa te queime por dentro enquanto o meu gelo me protege. Espero que engulas os pensamentos que tiveste por mim e que os coloques na boca dele, mergulhando-os nas vossas línguas. Não é assim tão complicado. Pára de pensar em mim enquanto estás com outras pessoas, porque eu certamente já o faço há muito tempo. As lágrimas que te caiem dos olhos não são minhas mas se fossem eu iria pedir que te afogassem. E apesar de todo o gelo que criei sobre ti, não sinto nem uma ponta de rancor. Não sinto nada; e não seria justo, não é? Se mereces? Se mereces tudo o que te estou a dizer? Não; não mereces (mais) nada.
(Chega?)







