Não sei o que te escrever. Fico durante uma eternidade a olhar para a página em branco que está à minha frente e não há nada que te queira dizer. Já te disse tanto. Já te contei tudo e muito mais. Se ficou algo por dizer, a culpa não é minha. Que mais podes querer de mim? Que repita mais uma vez que dói? Que me feres de uma forma que não sei explicar? Para quê? É visível em cada contorno do meu corpo, em cada poro da minha pele. Não consigo entender o que podes querer de mim. Após tudo o que te disse, tu vens e perguntas tudo de novo. Como se as minhas palavras tivessem sido inúteis, como se tudo tivesse sido uma perda de tempo. Mesmo agora que consegui escrever muito mais do que supunha conseguir e olho para o rabisco de ti, eu vejo que mais uma vez me repeti e que foram palavras deitadas ao vento.
É este o verdadeiro motivo de não haver nada a ser dito. Chego sempre a esta mesma conclusão. As minhas feridas têm o teu nome, e tentar curá-las é em vão.
M.S.
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