Por mim as minhas palavras eram mudas. Cada letra que fosse escrita para a personagem que criei de ti era silenciada com a mesma precisão com que retrocedes o meu relógio. Fosse como fosse, eu deitaria fora tudo o que me lembrasse de ti para que no momento seguinte impedisses os meus passos. Calaria as recordações, frustrações, ódios e deixaria de viver. Por mim os milímetros que nos separam eram arrancados de mim sem piedade para que as minhas feridas me fizessem navegar no meu sangue e não no teu. Encalharia num livro em branco e questionaria onde te encontras. E quem sabe, reinventaria o que és para um algo menos prejudicial
M.S.
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