São letras que espalho pelo chão do quarto, uma multidão de letras que constroem por mim palavras que não quero ler. Piso, tropeço, caiu nelas. Faço um voo cerrado por sítios que me magoam e não consigo pousar. Engano-me. Contrasto por praias em que não alcanço a minha areia (a que tão gentilmente me engole) e quando não encontro as palavras que fazem sentido, elas fazem-me cair nelas. Pelo chão do meu quarto. Cair em mim, numa tortura de palavras que são obrigatórias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário