quarta-feira, 28 de outubro de 2009

H.2

(...) Ontem, ao lembrar-me de ti, lembrei-me disto e tomei noção de que até na altura eu deixava a minha racionalidade tornar-me num ser frio. Não sou um ser humano desde que nasci. Não sei ter piedade dos que me fizeram mal, e lembro-me sempre dos erros por muito que perdoe a pessoa. Fizeste-me ver o que sou, e ainda és importante para mim. Mesmo sem que eu te perdoe, dentro de mim. E sei que sou incrivelmente obtuso, mas ser assim dá-me satisfação. Descubro que não mudei, estagnei. Ainda sou aquela carcaça de sorriso nos lábios e gelo no coração. Não sei ter compaixão por quem se esqueceu da faca nas minhas costas …

17.10.09

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