(…)
- Edgar, existe uma diferença entre sentir a falta dele e não querer que nada mude. – disse. – São coisas muito diferentes. E não podemos alterar nenhuma das duas. As coisas mudam sempre. Estariam a mudar neste preciso instante, mesmo que o teu pai estivesse vivo. A vida é assim. Podes lutar contra ela ou aceitá-la. A única diferença é que, se a aceitares, consegues fazer outras coisas. Se lutas ficas preso ao mesmo lugar para sempre. Faz sentido?
«Mas não valerá a pena lutar contra as mudanças?»
- Sabes que sim.
«Então, como distinguimos as que devemos combater das que devemos aceitar?»
- Não sei como ter a certeza – respondeu Trudy. – Perguntamos: «Porque estou realmente a lutar contra isto?» E se a resposta for: «Porque tenho medo de como as coisas poderiam ser», então, na maioria das vezes, estamos a lutar pela razão errada.
«E se a resposta não for essa?»
- Então, fincas pé no chão e lutas, lutas, lutas. Mas tens de te certificar de que consegues lidar com outro tipo de mudança, porque, no fim, as coisas vão mudar de qualquer forma, e não daquela forma. Na verdade, se entras nessa luta, é quase certo que as coisas vão mesmo mudar.
Edgar anuiu. Sabia que a mão tinha razão, mas odiava o que ela dissera. …
David Wroblewski » A História de Edgar Sawtelle
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