sábado, 15 de novembro de 2008

troca justa.

Todo um acumular de sacrifícios que fiz para te ter ao meu lado, é agora invisível para os que não viram antes. É agora, mais que antes, uma dor conjunta de uma série de acções não terminadas. Afinal, o que era um pequeno sacrifício em troca de te ter aqui? Nada. A resposta continua a ser a mesma por mais insignificâncias significativas que se juntem, minutos que se acumulem, momentos que se apaguem. Tudo acaba por acabar. Só eu fiquei; só os momentos perduram. Não por muito, não por pouco. Acabar com nada, para te ter tido durante o melhor tempo da minha vida? Parece-me uma troca justa.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

despedaçado...

Em cada fragmento do que te disse, ficou mais um fragmento por dizer. Nunca consigo dizer-te tudo por mais que me esforce. As palavras são insuficientes no que tenho para te exprimir. A dor do que fica não supera a do que ficou. E o tempo não passa. Teima em teimar em ti. Não é o teu sangue já seco nos pedaços do espelho retrovisor com que te seguia que me mostram que o partiste, mas a tua ausência no seu reflexo. Não dá para juntar cada pedaço teu e formar-te outra vez como tanto quero. Cada pedaço teu foge de mim.